Pequenos mas muito perigosos

Pequenos mas muito perigosos

sábado, 30 de abril de 2005 Já faz algum tempo que a crescente população de pombos tem se tornado motivo de preocupação em Santos. Porém, as simpáticas aves têm na própria população um fator determinante para sua proliferação. O que poucos sabem é que caso nada seja feito, Santos será dominada por pombos a partir de 2010. É o que afirma o professor de Fisiologia e Pesquisa da Faculdade de Ciências e Tecnologia da UNISANTA, o veterinário Eduardo Filetti. De acordo com ele, a falta de um predador natural destes animais, é um dos grandes responsáveis pela existência de pombos em grande quantidade na Baixada. “Devido a verticalização das moradias, não existem mais aves de rapina (águias e falcões, por exemplo) em grande quantidade na região. Além disso, o porto tem excesso de alimentação, já que os grãos caem dos trens e caminhões e são acumulados em depósitos e armazéns”. Outro grande problema são os moradores que alimentam diariamente as aves. Isso acontece graças à falta de informação, já que nem todos sabem a gravidade das doenças transmitidas pelas fezes dos animais. “Elas não causam doenças no momento em que caem no chão. Mas como é um material orgânico, pode se contaminar quando entra em contato com solos favoráveis, como areia e terrenos baldios. Lá, elas podem causar doenças graves, como micoses, lesões na pele, conjutivite e até cegueira. A praia também é uma fonte de alimentação muito farta e por isso, os pombos se desenvolveram em grande quantidade e defecam em locais impróprios”. Por mais que a maioria da população ainda não esteja informada sobre a gravidade deste problema, existem pessoas que já estão conscientizadas. A proprietária da Escola de Educação Infantil e Ensino Fundamental “PAX”, localizada no canal 5, já reclamou com vizinhos sobre a alimentação dessas aves. “Os vizinhos jogavam pedaços de pão e restos de comida em cima do telhado da escola, mas após minhas reclamações e informações passadas, pararam, fazendo com que diminuísse o número de pombos no pátio do colégio”. A proprietária concluiu ainda que todos seus alunos estão informados e conscientizados sobre o problema e que ajudam a passar as informações com trabalhos e cartazes espalhados pela escola. Enquanto os órgãos competentes não chegam a uma conclusão eficaz sobre a maneira ideal de combater o problema, é importante ressaltar que é de fundamental ajuda, o empenho das pessoas em não alimentar os pombos. Sempre lembrando que a diminuição de alimentos às aves, só deve ser feita gradativamente, evitando assim que os animais possam invadir as casas em busca de comida e causar ainda mais transtornos a população.

2018-04-25T13:52:54+00:00