Doenças mais comuns

Doenças mais comuns

Saiba quais são as principais doenças que podem acometer o seu bichinho, quais os principais sinais que ele vai apresentar e como previni-las.

1- DIABETES MELLITUS A diabetes mellitus é uma doença endócrina que ocorre nos cães e gatos. é caracterizada pela alta taxa de açúcar no sangue, denominada de hiperglicemia e o pãncreas fica com uma insuficiência na produção de insulina. A insulina é um hormônio que é necessário para transportar a glicose ( açúcar do sangue ), os aminoácidos e minerais através do sangue, produzindo energia para as células. Quando a deficiência de insulina ocorre, a glicose não pode ser movida para dentro das células, causando a Diabetes Mellitus. Os animais que exibem esta doença tem as seguintes características: urinam com frequência perdem peso rapidamente ficam depressivos com dor abdominal com muita sede. As causas desta doença são: (o sexo mais afetado são as fêmeas) obesidade predisposição genética dieta pobre anormalidade hormonal stress e drogas. Através do conhecimento da história do animal associado a um bom exame clínico e exames complementares o veterinário estará capacitado a descobrir a doença. Será necessário pedir um exame de sangue, para verificar a taxa de açúcar e um exame de urina, pois frequentemente o animal apresenta infecção urinária. O tratamento requer tempo e paciência. Não existe cura para Diabetes Mellitus, mas como nos seres humanos poderá ser controlada com injeções de insulina, dieta e exercícios. Com esta terapia seu animal poderá viver feliz e ter uma vida confortável. As vezes os animais portadores desta doença precisarão ser hospitalizados por 2 a 4 dias, para o acompanhamento do Médico Veterinário, que realizará testes sanguíneos em intervalos regulares durante o dia, para prescrever a dose ideal de insulina a ser administrada. Em seus lares, os animais terão os cuidados dos seus donos. Estes poderão aplicar as injeções de insulina para o resto da vida. A injeção é dada na pele e não é dolorosa. O Médico Veterinário mostrará ao dono do animal o método de aplicação. Somente o Médico Veterinário verificará a dose certa de insulina para cada tipo de animal. As vezes é dada somente uma vez ao dia e outras até duas vezes ao dia. Algumas requerem um só tipo de insulina e outras existirão uma combinação de insulina. Entretanto, A Diabetes Mellitus poderá ser controlada com insulina e dieta, portanto as orientações do Médico Veterinário serão de extrema importãncia, pois só ele conseguirá determinar o método específico para a cura de seu animal.

2- PARVO VIROSE A PARVO VIROSE é uma enfermidade causada por Vírus, altamente contagiosa, afetando principalmente filhotes acarretando uma alta taxa de mortalidade. Animais adultos também podem ser afetados se não forem vacinados. Não é transmitida a seres humanos sendo uma doença exclusiva de cães (canídeos). Os sintomas da PARVOVIROSE são: febre; depressão; perda do apetite; vômitos; diarréia hemorrágica; desidratação; choque; morte. A severidade da doença pode variar desde uma infecção inaparente, até sinais severos levando a óbito. O músculo cardíaco pode ser afetado, sendo este, um dos maiores motivos da morte dos cães com essa doença. A transmissão ocorre pelas fezes de cães contaminados para cães sadios. O VIRUS pode ser transportado nas patas, nos pêlos, por gaiolas infectadas, pneus de carro, calçados ou pelas mãos humanas. Como o VIRUS é muito resistente, ele pode permanecer viável no meio ambiente por vários meses e na terra por muito mais tempo. O reconhecimento precoce dos sinais e o tratamento imediato pode ser a diferença entre a sobrevivência e a morte do cão. O tratamento visa levantar a resistência, fortalecer o organismo e evitar a desidratação, porém, a mais importante defesa é a do próprio organismo. As vacinas de boa qualidade são o único método de proteção para seu cão. Se ele está com a doença de nada adianta vaciná-lo. O esquema de vacinação para PARVOVIROSE começa com 42 a 60 dias de idade e mais 3 reforços posteriores, somente após essas 4 doses é que o cão estará protegido. Vacinar seu cão é indispensável para que ele tenha uma vida saudável e ele só pode sair na rua quando estiver totalmente vacinado. Se seu cão está em tratamento para a PARVOVIROSE, siga as orientações médicas: corte a água, administre soro lentamente, traga-o para o retorno na clínica e só ofereça comida quando for indicado.

3- TUMORES DE MAMA São muito comuns em cadelas e gatas, perfazendo um total de 25% de todos os tumores. Podem ser BENIGNOS ( benign mixed mammary e adenomas) ou MALIGNOS (sarcomas e carcinomas). Estatisticamente falando 50% dos TUMORES DE MAMA nas cadelas são MALIGNOS e nas gatas 95% (carcinomas). Porém TUMORES BENIGNOS se não tratados podem se transformar em MALIGNOS e até gerarem METáSTASES. METáSTASE é a capacidade de certos TUMORES MALIGNOS formarem outros TUMORES em outros locais, carregados pela corrente circulatória. Normalmente essas METASTáSES TUMORAIS afetam a rede linfática das glãndulas mamárias, ou seja, novos TUMORES em outras glãndulas mamárias ou ainda a nível pulmonar. Esses TUMORES MALíGNOS são conhecidos como CNCER, cuja palavra vem de CARANGUEJO, pois emite ramos em várias posições diferentes. Tais TUMORES MAMáRIOS tem 95% de influência hormonal, acometendo com mais frequência cadelas e gatas que nunca tiveram crias, cadelas com PSEUDOCIESES (falsa gestação, gravidez psicológica) ou ainda animais em que já foram administrados hormônios exógenos (hormônios que não são próprios do animal), como por exemplo injeções para bloquear o CIO ou comprimidos anticoncepcionais. O tratamento é cirúrgico com a retirada do TUMOR e/ou glãndula mamária. Animais com mais de 5 anos devem ser submetidos a EXAME de SANGUE antes da cirurgia e ELETRO CARDIOGRAFIA durante a cirurgia. Existe um risco maior se deixarmos o TUMOR crescer e/ou gerar METáSTASES do que é a cirurgia. Assim que notarmos alguma formação mamária diferente (nódulos, cistos) devemos levar o animal ao Médico Veterinário. Ele é a pessoa mais indicada para orientar o que é melhor para o seu animal.

4- LEPTOSPIROSE A leptospirose é uma doença infecciosa considerada grave, sendo causada por uma bactéria denominada Leptospira sp, que está presente na urina do rato. Esta doença acomete homens e animais quando entram em contato com a lama ou água que contenha a Leptospira, pois esta penetra no organismo através dos ferimentos da pele, ou mesmo na pele íntegra ou ainda pelas mucosas(nariz, anus ,olhos, interior da boca, etc..) A bactéria Leptospria pode sobreviver muito tempo em local úmido e sombreado, portanto para prevenir este mal, deve-se evitar o máximo de contato com esgotos e águas de enchentes. Na impossibilidade de evitar isto deve-se usar luvas e botas de borracha ou ainda sacos plásticos nos pés e nas mãos. Combater os ratos e camundongos e vacinar os cães, são meios de prevenção e combate desta doença. Segundo a Organização Mundial de Saúde, existem 10 roedores para cada ser humano, por isso é muito importante se recuperar o meio ambiente para evitar a multiplicação dos mesmos, portanto segue abaixo algumas medidas para se eliminar as fontes de abrigo e alimentos destes animais. Evitar acúmulo de objetos inúteis e entulho nos quintais; Manter o mato roçado; Conservar caixas d água, ralos e vasos sanitários bem fechados com tampas; Acondicionar devidamente o lixo, armazenando-o longe do solo; Colocar o lixo para coleta pouco antes do lixeiro passar; Manter limpos e desmatados os terrenos baldios e córregos; Fechar buracos entre telhas, paredes e rodapés; Não deixar restos de comida dos animais nas vasilhas por muito tempo; Colocar sainhas de metal em volta das calhas.Se for necessário usar veneno para combater os roedores. Nunca usar veneno líquido, pois a sua ação é instantãnea e não possui antídoto, além de perigoso é ilegal. O ideal é que os animais sejam vacinados anualmente contra todas as doenças, evitando assim o contágio de uma leptospirose, por exemplo. Nos seres humanos, os sintomas iniciais da Leptospirose é como uma gripe. Nos animais, ocorre apatia, vômito, diarréia e icterícia (quando as mucosas e a pele ficam amareladas). Isto ocorrendo procure urgentemente um Médico Veterinário.

5- OBESIDADE NOS ANIMAIS DE ESTIMAÇÂO.
COMO CONTROLAR ESTE PROBLEMA ? A obesidade é um problema muito comum nos animais de estimação e pode ser definida como um acúmulo excessivo de gordura no organismo. O animal se torna obeso por meio de ingestão acima do normal de calorias, pela vida sedentária ou restrição de exercícios, predisposição genética, alterações endócrinas (ex.: hipofunção de tireóide ou da adrenal), dietas desbalanceadas ou em alguns casos de stress. Alguns animais obesos tem maior propensão a desenvolverem problemas digestivos, pancreáticos e dermatológicos. A obesidade excessiva pode levar alguns animais a terem problemas cardiovasculares principalmente quando idosos. A obesidade pode ser tanto a causa quanto a consequência de uma longa série de problemas de saúde. A nossa experiência com este tipo de problema revela a necessidade de um exame clínico no animal para determinar a causa desta obesidade. Esta é a única maneira de intervir no processo e tentar ajudar o animal a emagrecer e se tornar mais saudável. Independente do resultado da avaliação médica o proprietário deverá seguir as dicas abaixo relacionadas para diminuir o peso do seu animal: Levar o animal para passear regularmente (verificar se as vacinas estão atualizadas); Evite dar remédios sem orientação do profissional Médico Veterinário (alguns remédios aumentam o apetite e podem piorar o problema do animal); Não deixe seu animal por perto durante as refeições da família para que ele não receba alimentação extra inadequada; Forneça dieta ou ração balanceada na quantidade suficiente, de acordo com o porte do cão (Existem no mercado rações balanceadas com baixas quantidades de carboidratos e de gorduras para animais em regime alimentar); Evitar dar doces, massas, frituras, alimentos temperados e gordurosos para o animal. Cães e gatos devem comer dietas corretas. O desbalanceamento nutricional além de poder acarretar obesidade é muito prejudicial a saúde e ao bem-estar do animal.

6- CINOMOSE A CINOMOSE é uma enfermidade causada por Vírus, altamente contagiosa entre os canídeos (cães, lobos e raposas). Não é transmitida a seres humanos. Acomete cães em qualquer idade e o índice de mortalidade é grande. Alguns sinais da CINOMOSE estão descritos abaixo: Febre; Diminuição do apetite; Letargia; Corrimento nasal e/ou ocular; Diarréia e/ou vômitos; Secura do nariz e coxim plantar; Conjuntivite; Tremores no corpo (mioclonia); Convulsões; Paralisia. Esses sinais descritos podem estar mais ou menos expressos, podendo não existir, tudo depende do sistema afetado: Sistema digestivo; Sistema respiratório; Sistema locomotor; Sistema cutãneo; Sistema nervoso. A lesão é mais grave quando o VíRUS ataca o sistema nervoso, pois nesse caso as lesões são irreversíveis (geralmente). O tratamento visa levantar a resistência, fortalecer o organismo e evitar infecções secundárias; porém, a mais importante defesa é a do próprio organismo, ou seja, depende muito da própria defesa do cão. As vacinas de boa qualidade são o único método de proteção para seu cão. Se ele já esta com a doença de nada adianta vacinar. O esquema de vacinação para CINOMOSE começa com 42 a 60 dias de idade e mais três reforços posteriormente. Como remediar é mais oneroso que prevenir, devemos vacinar nossos cães com 4 doses no primeiro ano e anualmente também com uma única dose.

7- FLUTD ( DOENÇA DO TRATO URINÁRIO INFERIOR DOS FELINOS ), conhecida ate pouco tempo como: SÍNDROME UROLÓGICA FELINA (SUF) é uma patologia que afeta somente os gatos machos e nos últimos anos vem aumentando a incidência. A causa específica da doença é desconhecida, porém acomete principalmente os gatos que se alimentam exclusivamente de alimentação seca. A SUF leva à uma obstrução da uretra do animal, ocasionada por cristais e cálculos que se formam no trato urinário dos felinos. é conhecida também como doença do gato bloqueado. Os sinais da SUF são: Desconforto abdominal; Dificuldade e dor para urinar (disúria); Tentativas de micção (confundido c/ tenesmo); Urinar pouco várias vezes (polaquiúria); Sangue na urina (hematúria); Ausência de micção (anúria); Lambedura do pênis; Vômito; Desidratação; Anorexia; Quadro de toxemia (uremia: urina no sangue); Depressão – coma (morte em 48 a 72h em anúria). Dificuldade para defecar, é a expressão que o animal passa devido a posição que o gato adota. O diãmetro da uretra peniana do gato é de 0,7 mm, ficando assim muito difícil a desobstrução da uretra, as sondas fabricadas para desobstrução da uretra são importadas, pois as nacionais tem diãmetro muito superior a 0,7 mm. Muitos gatos após as crises de obstrução tem recidivas posteriores, portanto, além da desobstrução, outras condutas devem ser adotadas para evitar essas recidivas. Por isso em caso de obstrução ureteral procure orientação de um profissional que saberá como conduzir o tratamento. Todo tratamento de FLUTD tem prognóstico reservado.

8- CORONAVIROSE A CORONAVIROSE Canina, também chamada de Gastroenterite contagiosa dos cães, causa uma infecção aguda nos cães, independente da raça ou idade do animal. Nos Estados Unidos, esta doença foi constatada pela primeira vez no ano de 1971 e no Brasil, a partir da década de 1980. Quando o animal ingere alimentos contaminados pelo VIRUS dessa doença, passa pelo trato gastrointestinal superior, infectando as células das vilosidades intestinais do intestino delgado. Posteriormente haverá a morte dessas células, descamando a parede intestinal, ocasionando uma queda de absorção e digestão dos alimentos. Um dos primeiros sinais desta doença é a prostração do animal, não reagindo aos estímulos do meio em que vive. Possuirá também anorexia (quando o animal não tem fome), consequentemente depressão, pois este não estará se alimentando corretamente. Os sinais clínicos mais evidentes são: Diarréia leve ou forte; Lacrimejamento; Perda de peso; Desidratação; Elevação da temperatura. O exame de fezes neste caso é importante, pois confirmará a infecção. é recomendado dar antibióticos quando houver evidências de infecção. A vacinação possibilita a proteção do seu animal contra uma diarréia viral e esta é administrada por via intramuscular ou subcutãnea. Os animais mais jovens deverão receber uma dose inicial a partir de 2 meses de idade mesmo a partir de seis semanas de idade e uma Segunda dose deve ser administrada 3 a 4 semanas após a primeira dose.

2018-04-25T11:30:18+00:00