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Dicas na hora de dar remédio ao felino
PAPO PET COM DR. FILETTI 01-11-2017
Opção: pastas palatáveis nas patas

TODO gateiro sabe que administrar alguns medicamentos pode não ser uma tarefa fácil, pois felinos são muito espertos e têm olfato e paladar apuradíssimos. Dessa forma, tentar esconder o medicamento na comida nem sempre dá certo. “Os gatos possuem paladar mais exigente do que cães e são mais seletivos na hora de escolher a comida”, comenta o médico veterinário Celso Ribeiro Filetti, especializado em Medicina Felina. “Os gatos têm maior dificuldade em aceitar os remédios por via oral pelo grande número de papilas gustativas, o que torna seu paladar bem mais apurado”, acrescenta o irmão, médico veterinário Eduardo Ribeiro Filetti, ao elencar formas eficientes e menos traumáticas de medicar seu felino.


O ideal é treiná-lo à manipulação desde cedo, associando carinhos e brincadeiras ao ato de tomar medicamento, já que desde filhote medicações como vermífugos e antipulgas devem ser ministradas. “Sempre de forma gentil, comece mexendo em suas patas, orelhas, boca e o presenteando com algum petisco”, ensina Eduardo: “Dessa maneira ele não se assustará quando tiver que segurá-lo para dar algum medicamento”. Os gatos não gostam de ser agarrados e contidos.


Quem for medicar o gato não deve ficar nervoso ou usar alguma forma de violência com o pet. “Entenda o seu felino, tenha calma e use a estratégia correta para que ele possa ser medicado sem estresse. Não adianta tentar ministrar um comprimido grande, com cheiro forte para um felino mais agressivo, pois isso só contribui para gerar um desgaste na relação entre o proprietário e o pet”, orienta Celso. Enrolar o gato em uma toalha, deixando só a carinha de fora, é uma forma de evitar arranhões no momento da medicação.


“Nunca injete líquidos em volumes grandes ou muito rapidamente na garganta do gato”, enfatiza Guadelupe Ribeiro Filetti, proprietária do Pet Shop Bouticão Artigos Veterinários. As pastas palatáveis geralmente são colocadas nas patas. Imediatamente, o gato vai querer lamber para se limpar, ingerindo assim o medicamento. Já os medicamentos líquidos não podem ser injetados em grandes quantidades e a seringa deve ser posicionada na lateral da boca.

ENTRE os pets levados a tratamento em novembro na Clínica Filetti, destaque para uma serpente da espécie jiboia. Atendida pelo Dr. Filetti, o réptil foi medicado de uma estomatite e recebeu chip de identificação e registro do Ibama. Filetti é professor da Unisanta, pós-graduado em Clínica Médica Veterinária e Cirurgia, Fitoterapia e mestre em Saúde Pública. Autor de dois livros sobre Medicina Veterinária, ministrou mais de 200 palestras no Brasil e exterior.






 


 



 
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